quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ela já passou por aqui!

   Imaginem uma cena: procuro uma pessoa desesperadamente, não sei onde encontrá-la de nenhuma forma, o celular está desligado, o GPS pifou, as esperanças estão se esgotando. Já fui por toda parte, mas nada funciona. É então que acontece uma coisa sublime e sensacional, caída no chão, encontro a pulseira que essa pessoa costumava usar, e logicamente penso “Fulaninho já esteve por aqui, tô no caminho certo!”.
   Agora vamos pensar um pouquinho: qual a probabilidade disso acontecer? Quase nenhuma, é sabido. Quer dizer, isso na vida real, nessa nossa vidinha cotidiana, comum, que todo mundo conhece. Mas há um mundo em que coisinhas sublimes assim são muito comuns: nas novelas. As novelas fazem parte de um mundo paralelo, onde coisas mirabolantes acontecem com naturalidade e coisas naturais acontecem como mirabolantes.
   Nas historinhas televisivas, se você procura por alguém, sobretudo se essa pessoa foi sequestrada, corre um perigo mortal ou está fazendo uma coisa muito da errada, não tenha dúvida, você vai olhar pro chão e encontrar uma jóia, um botão, um fio de cabelo, um bilhete, uma gota de sangue, uma peça de roupa, enfim, qualquer coisa que a indentifique e te alerte que ela esteve por alí.
   Agora, já pensou se as coisas realmente funcionassem assim? Ajudaria a polícia a solucionar investigações, a crianças que se perderam dos pais, a você que tá atrás da pessoa amada. Por outro lado, quem fizesse algo as escondidas teria que tomar todo cuidado do mundo para não deixar sequer um fio de cabelo cair, porque aí, certamente alguém passaria pelo local, acharia esse fio e saberia: “ela já passou por aqui!”.

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