sexta-feira, 30 de julho de 2010

Edy Vox no Nossa Metrópole

   A 21ª edição da revista Nossa Metrópole traz como matéria de capa uma entrevista com Edy Vox, conhecido cantor do reggae baiano que, depois de ter liderado as bandas Papoupla e a Populi, divulga o seu trabalho solo, massificado em Salvador e Camaçari. 
   Em breve lançando o seu segundo CD solo, intitulado Eletro Acústico, Edy está cada vez mais movimentando o cenário cultural da região. 
   Então, confiram a matéria colegas: 
  nossametropole.com.br/revista-online/book/22-21o-edicao-edy-vox-o-rei-do-reggae-baiano/2-edicoes-da-revista.html
   É o reggae saindo dos guetos para as capas de revista.

domingo, 25 de julho de 2010

Sem eira nem beira



Ele estava sentado,
Fumava um cigarro importado
Com seu terno de linho,
Mas estava sozinho.
Tinha barba bem feita
E o relógio dourado,
O sapato engraxado
Mas estava perdido.

Ele estava perdido
Solitário no mundo
Mendigava sorrisos
Como um cão vagabundo.
Ele estava perdido
E sem eira nem beira
Procurava amigos,
Mas não achava maneira

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Películas da semana

   Há muito tempo, um namorado queria ver o filme 'Invictus', e depois de VÁRIAS vezes indo na locadora e sempre ouvindo que já estava locado, passei por lá mais uma vez, sem pretensão nenhuma, lembrei do filme e resolvi perguntar: Sim, ele estava lá. Assisti no outro dia (junto com o namorado roqueiro gatinho), e não podia deixar de comentá-lo.
   Do diretor Clint Eastwood e distribuído pela Warner Bros, Invictus discorre sobre o governo do tão saudoso Mandela. Ao conseguir se eleger, os seus aliados querem acabar com todas as marcas que lembram o apartheid: hino, bandeira, assim como o rugby, esporte símbolo da cultura 'branca' no país. Mas Mandela queria algo diferente, ele não buscava vingança, e sim a união das etnias. 
   A seleção sul-africana de rugby estava cada vez pior, e enquanto todos perdiam a esperança, Mandela chamou o capitão do time, François, para que pudesse lhe dar incentivo. 
   Vejo um filme brilhante em técnica, com tudo perfeito, enquadramento, sonoplastia, trilha; porém, devendo bastante no roteiro, a história é rasa e muitas cenas são cansativas (a do último jogo leva uma eternidade para chegar na conclusão). Esperei muito mais, me decepcionou, mas não deixa de ser uma boa pedida para um final de sábado.

   Depois de terminado o filme, coloquei na TV pra vê se passava alguma coisa legal, e após um tempinho, vi no Canal Brasil um filme que me chamou a atenção, deixei por lá. Era o 'Falsa Loura', que contava a história de uma menina que vivia a dualidade entre o trabalho duro na fábrica, o confronto entre o pai ex-presidiário e o irmão homossexual; e a menina encantadora, que consegue conquistar dois dos seus maiores ídolos da música. Apesar da técnica ser falha em alguns aspectos, o filme é vivaz, bastante real, abusa do brega, do 'cru', e isso é bom. Não olha o sexo como corpo, e sim rostos, expressões, sentimentos, dilemas. É destemido.
   Porém, mesmo com uma boa abordagem, quando o filme acaba, fica meio vago, uma interrogação de qual seria a proposta do autor e qual a conclusão da história.
   Do diretor Carlos Reichenbach (lembrado sempre por retratar histórias da classe C, sem os clichês), o filme de 2007 ganhou o prêmio do Troféu Candango, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Vale a pena conferir.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mundial do Rock 2010

Declinium e seu fiel público 

   Quem freqüenta a cena rocker de Camaçari tem que concordar: as comemorações do Dia Mundial do Rock sempre lotaram, e não foi diferente na versão 2010. Acontecendo no Mega Star (depois da realização por dois anos seguidos no John Sebastian), o evento promovido pela associação Cooperarock contou com a participação de nove bandas.
   A Storm foi a primeira a se apresentar, reafirmando sua competência e coesão sonora, todo seu potencial energético, suas belas performances, enfim, a banda de heavy metal detonou, como sempre. Só não teve muita participação do público, que ainda chegava de mansinho. 
   Pretexto fez seu show no palco alternativo, e foi a velha banda de hardcore, crua, rasgada, com um som nada redondo. Apesar de já estar presente um bom público, a banda não conseguiu balançar tanto a galera, também deveu na energia. 
   Depois foi a vez da Ladrões Engravatados, mostraram um rock com qualidade, um som bem desenhado, repertório bem feito, foi o start para o público começar a curtir o evento, a banda está cada vez mais madura, com muita personalidade e ousadia.
   Guitarras distorcidas, e grave poderoso, a Declinium tocou em grande estilo, esse foi definitivamente o show do 'retorno', todo mundo cantando junto, balançando os braços, chacoalhando, a banda de pós-punk tocou bonito, dizendo o porquê que é uma das melhores da cena baiana.
   No palco principal o trio punk The Pivo's se apresentava, e inegavelmente fez um grande show, as danças frenéticas do público acompanhavam a energia que Ítalo, Marcelo e Bogous reproduziam nas músicas já conhecidas, vida longa a banda.
   Em seguida a Giselda mostrou o seu trabalho, o grupo que já contagiou muita gente tem sempre legionários que vão curtir o som, e reafirmaram o amadurecimento. Revelou-se a miscelânea musical do grupo, energia é o que não falta.
   Clube de Patifes, velha e boa banda, boa pedida sempre, o show impecável marcou o espaço do blues na cena camaçariense, o público dançou e vibrou com as músicas, a banda acertou na apresentação.
   Depois de bom tempo sem se apresentar, a Ultrasônica começava no palco alternativo. Cada vez melhor, o quarteto fez um bom som, que rendeu elogios de muita gente. Eficientes, mostraram que também tem seu espaço no pós-punk da cidade. 
   Finalizando o evento, O Manto veio com seu rock misturado e de qualidade, antiga Infúria, a banda trouxe energia, show bem elaborado e competência.
   Evento, sem dúvida, extraordinário, parabéns a todas as bandas e a Cooperarock, aguardemos então o Dia Municipal do Rock.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não faz sentido

   Quando eu falei sobre a indústria cultural eu tenho certeza que todo mundo deve ter sacado qual é a do problema, só basta ligar a TV, abrir o jornal ou escutar uma rádio. 
   Ontem eu estava olhando umas comunidade no orkut e me deparei com essa: 'Odeio os colírios capricho', não entrei na mesma, mas me indentifiquei na hora. Pra quem não sabe o que é colírios Capricho digo: você é feliz. Porque a Capricho, já não contente em ser uma revista fútil, resolveu pegar três meninos 'bonitos' (eles acham que ser super magros e ter um cabelo todo jogado pro lado e lambido é ser bonito) e colocar em uma casa para fazerem coisas 'típicas de adolescentes' (típicas de adolescentes idiotas que lêem Capricho), e só pelo simples fato de irem pra uma casa fazer chapinha no cabelo e dizer que vão arrasar, eles fazem SUCESSO, e aí fica meio mundo de fãs implorando por uma atenção no twitter, dizendo que ama, etc. Mas eu pergunto: o que eles fazem? Eles não cantam, não atuam, não dançam, não são inteligentes, não fazem nada de importante e/ou digno.
   E a tal da MTV (que de uns tempos pra cá vem baixando cada vez mais o nível de sua programação) resolveu criar um programa para escolher o quarto Colírio, um programa onde 10 meninos com o mesmo QI dos leitores da Capricho e dos meninos do Vida de Garoto (programa dos três garotinhos já citados) ficam numa casa e aprendem coisas que só interessam a meninas de 13 anos (e pessoas com o mesmo nível de mentalidade), como a se vestir de forma mais 'estilosa' (estilo pra eles é colocar uma calça vermelha e uma camisa verde limão), arrumar melhor o cabelo (o já citado cabelo lambido pro lado) e essas coisinhas super necessários pra nossa vida (claro).
  Na comunidade 'Odeio os colírios capricho', postaram num tópico um vídeo onde um mocinho faz críticas aos jovens do Vida de Garoto, por esse motivo posto o vídeo:



   Além desse, há um com críticas ao atualmente idolatrado Justien Bieber:
   Críticas a gente colorida (sabe Cine, Replace, Restart, Hevo84, Hori, etc?            se não conhece é sinal que você é feliz):
   E finalmente, crítica a tão comentada saga Crepúsculo:

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hoje é dia de rock

   13 de julho: um dia especial. E como um dia especial, merece um post especial. Sim, o Dia Mundial do Rock!
   Então: Let's go!


   Segundo o territoriodamusica.com, "essa data é comemorada desde 1985. Foi no Live Aid - festival pelo fim da fome na Etiópia - que o dia 13 de julho ficou conhecido como o dia mundial do rock. O Live Aid foi um festival que aconteceu simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra) e trouxe nomes como Black Sabbath (com Ozzy), Status Quo, INXS, Loudness, Mick Jagger, David Bowie, Dire Straits, Queen, Judas Priest, Bob Dylan, Duran Duran, Santana, The Who e Phil Collins entre muitos outros. Aliás, Phil Collins abriu o show nos EUA e na sequência, voou para Londres para fechar o festival... Outros festivais com essa mesma consciência social ocorreram na década de 80 como o U.S.A. For Africa, Live Aid, Farm Aid, Hear 'n' Aid, Artists Against Apartheid e o Amnesty International, reunindo sempre grandes nomes do mundo pop e rock. O Live Aid talvez tenha ficado mais famoso, e não é pra menos, arrecadou mais de 60 milhões de dólares que foram doados em prol dos famintos na África. Curiosamente, não foi feito nenhum vídeo, CD, DVD sobre o festival até hoje, muito possivelmente pela grande quantidade de artistas envolvidos no projeto..."



   Tendo como origem estilística o blues, rock n'roll, jaz, folk e o country, o rock surge no fim da primeira metade da década de 1950 nos Estados Unidos, com um som simplificado no uso de guitarras elétricas, contrabaixo e bateria.
Não podemos falar de rock sem citar Elvis Presley, um cara americano que apareceu em plena década de 50 rebolando e trazendo roupas exóticas, considerado hoje o Rei do Rock e um dos maiores ícones musicais do século XX. Mas também sem esquecer do quarteto de Liverpool, The Beatles, o ícone do rock mundial.

   Sabe-se que o rock divide-se em VÁRIOS subgêneros, seria impossível citar todos eles, mas vamos aos principais: 
   Rockabilly, Folk Rock, Gótico, Screamo, Skate Punk, Grunge, Funk Rock, Garage Rock, Surf Music, Power Pop, Rock Psciodélico, Rock Progressivo, Glam Rock, Blues Rock, Eletronic Rock, Hard Rock, Punk Rock, Pop Punk, Metalcore, Pós-Punk, New Wave, Rock Alternativo, Indie Rock, Rapcore, Ska, Brega Rock, J-Rock, Happy Core, Hardcore, Emocore, Havy Metal (e suas várias vertentes, como: new, dath, trash, black, doom, etc).

   "Numa época em que a Bossa Nova predominava, o rock desembarcou no Brasil no início da década de 1960. Os primeiros sucessos de rock genuinamente brasileiros foram "Banho de Lua" e "Estúpido Cupido", da cantora Celly Campelo, no começo daquela década. Ainda nos anos sessenta, surgiu a Jovem Guarda, primeiro movimento do rock no país e de sucesso entre boa parte da juventude brasileira. Inspirado nas letras românticas e no ritmo acelerado padrão nos EUA, o gênero se popularizou em terras brasileiras através de cantores como Roberto CarlosErasmo Carlos e Wanderléa.
   No final da década, o grupo Mutantes misturou o rock à diversidade da música brasileira. Foram também os primeiros a serem conhecidos no exterior. Décadas mais tarde, seriam redescobertos e mais cultuados internacionalmente. Na virada para a década de 1970, surge no cenário rock brasileiro nomes como Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados.
Na década seguinte, o rock brasileiro seguiu um caminho com uma temática mais urbana e cotidiana. Entre os principais destaques comerciais, estavam bandas como Legião Urbana que foi um das maiores bandas de rock dos anos 80 e 90 no BrasilRPMUltraje a Rigor,Ira!TitãsBarão VermelhoKid AbelhaEngenheiros do HawaiiBlitz e Os Paralamas do Sucesso. Das entranhas da banda brasiliense Legião Urbana, veio a banda Capital Inicial. Na virada daquela década, a banda brasileira Sepultura - apesar de não estar ligada ao cenário rock do país - se torna um dos principais nomes do heavy metal no Brasil e de destaque no mundo. Nos anos 1990, outros ritmos e estilos ganharam total espaço na mídia nacional, obscurecendo ótimos grupos  que surgiram no país. O mercado está praticamente fechado para o rock’n’roll, que anda encontrando sérias dificuldades para continuar existindo na cultura brasileira. Ainda assim, grupos como Raimundos e Angra , apesar de o primeiro ser punk e o segundo power metal,ainda estão abrindo espaço para os que ainda devem surgir. Muitos consideram que o rock está vivendo um marasmo. Atualmente, as bandas de rock brasileira mais apontadas no mainstream são Pitty, Charlie Brown Jr e Capital Inicial. Muitos não consideram, entretanto, essas bandas como rock. Outros já dizem que quem não merece o título de rock, na verdade, são bandas comercialmente promissoras, mas com qualidade musical nula, como NxZero e Fresno. O rock também pode ser representado na sua essencia pela Cachorro Grande, banda gaúcha que possui no estilo musical e visual elementos do rock setentista. É impossível ignorar as misturas que o rock brasileiro traz. Uma banda que possui uma densidade e atitude do rock, mas é considerada oriunda do movimento cultural, musical e regionalista Mangue Beat é a Nação Zumbi. Devagar e sempre, o rock continua a desenvolver-se por aqui, chegando até mesmo a ter representantes do black e death metal brasileiro, que já são conhecidos no mundo todo."


   Tenho uma queda especial pelo indie rock, grunge, pós-punk e rock alternativo, mas vou listar aqui várias bandas de rock que acho bacana, não necessariamente dentre desses estilos:

   NACIONAIS:
  Apanhador Só, Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Cansei de Ser Sexy, Cascadura, Clube de Patifes, Cueio Limão, Declinium, Dibob, Fresno, Gigante Animal, Gram, Ira!, Os Irmãos da Bailarina, Ladrões Engravatados, Lobão, Los Hermanos, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo, Matanza, Moptop, Movidos a Álcool, Otto, China, Mombojó, Pastel de Miolos, Pitty, Ultrasônica, Vênice, Raul Seixas, Titãs, Vanguart, Velhas Virgens, Velotroz, Vivendo do Ócio, Zéu Britto, Biquini Cavadão, Canto dos Malditos na Terra do Nunca, Mukeka di Rato, The Pivo's, Lixomania, Móveis Coloniais de Acajú, Transmissor, Rock Rocket, Sua Mãe, Os Seminovos, Legião Urbana, Pélico, Simetria Inexata, Wander Wildner, Pato Fu, Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical, Garotas Suecas, Júpiter Maçã, Chá de Abú, Theatro de Seraphin, Pessoas Invisíveis, Mister Lúdico e os Morféticos, Bela Infanta, Inverness, Lumen.

   INTERNACIONAIS:
   Arctic Monkeys, Coldplay, Evanescence, Green Day, Marilyn Manson, Pearl Jam, Nirvana, System of a Down, U2, Foo Fighters, The Beatles, The Strokes, Nickelback, Korn, The Jesus & Mary Chain, The Cure, Kaiser Chiefs, Oasis, Radiohed, Sonic Youth, The Killers, Incubus, Placebo.

   Tomara que eu não tenha esquecido ninguém :)

   E vida longa ao rock n'roll!
   Que os pub's da vida, a cerveja gelada, o vinho barato, a roda punk, o bêbado que grita 'toca raul' e que rouba microfone do vocalista, o cheiro de cigarro, a jan sesion, o all star sujo, o adidas padronizado, a camisa de banda, a barba mal feita, o lápis de olho, o mp3 baixado do myspace, o suor, o pulo, o grito, o acompanhar da música, as danças sem sentido, os eventos nem sempre lotados, e tudo aquilo que dá a graça do mundo rocker, NUNCA SE ACABE.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O rock não acabou


   No post do dia 27 de junho, de título 'Carrossel', eu havia comentado sobre a minha aquisição do primeiro CD de Moptop, não foi? Mas que teria que ouvi-lo para poder comentá-lo.
   Então, venho neste post cumprir com minha promessa.
   Como já falei sobre a banda, começo logo falando do disco: o nome, como já citado, é 'Moptop' e tem 12 faixas, são elas: Bem Melhor, Leve Demais, Lugar Qualquer, Melhor Nem Vir, Moonrock, Ninguém Pra Te Esquecer, O Rock Acabou, Paris, Seja Até o Fim, Sempre Igual, Tão Certo, Uma Chance. Só não é nessa ordem -fikdik.
   Em geral é um bom disco, de músicas bem feitas, que também falam de um tema comum. Não queria cair no velho clichê de comparar, mas é inevitável: Fazendo um paralelo entre esse CD e o segundo deles, dá pra vê que evoluíram. O som do 'Moptop' é menos redondinho e mais 'crespo', mas há o lado positivo disso, ele é menos comercial e mais na linha do alternativo, respira o indie rock, que as vezes eles deixam de lado no 'Como Se Comportar' pra dá lugar a uma linguagem mais popular.
   Quem conheceu a banda pelo segundo CD talvez não se agrade tanto, mas quem ouve Moptop pelo estilo musical deles, certamente preferirá este, como já disse, não abrem mão em nenhum momento do indie rock.
   Pra todos eu aconselho: ouçam, e como sempre repito, tirem suas próprias conclusões.

   PS.: Ganhei o CD 'Nem Sempre Tão Normal' de Vivendo do Ócio, em breve comentários.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Dia Mundial do Rock 2010



- Quando: 17 de julho, às 20h
- Onde: Mega Star (Praça dos 46 - Camaçari)
- Quanto: 1 kg de alimento não perecível
- Bandas: Ladrões Engravatados, The Pivo's, Pretexto, Storm, Declinium, Giselda, Psicopop, Clube de Patifes, Ultrasônica, Rege FX, O Manto


Realização: Associação Cooperarock

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Meu ócio incomum

Os quadros sempre tortos,
Os copos sempre vazios,
Na TV o espetáculo da insensatez
E no meu rosto uma velha lágrima
Esperando uma próxima vez.
No rádio tocava a mesma música de todos os dias
E lá fora o mundo que eu escondia.
Vivia na inércia
Mesmice diária, rotina
Sem você ao meu lado
E uma droga qualquer.


Já é tarde e você não liga
Nem veio se despedir
Foi embora da minha vida
Me deixou tão sozinho

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pós-Punk na terra do dendê

   Estava lendo o jornal A Tarde (de sexta-feira, 02/07), e quando já desistia de achar alguma coisinha legal no caderno 2+, eis que vejo na última página (06) essa matéria com Messias, do Brincando de Deus. Pra quem já conhece a banda entende do que eu estou falando: uma das melhores de 'rock triste' do Brasil (rock triste, adjetivo dado pelo próprio Thiago Fernandes, escritor da matéria).
   Enfim, ainda não conheço o projeto solo do rapaz, a matéria é um bom motivo pr'eu passar a conhecer.
   E aos que não conhecem nem o som solo de Messias, nem a BDD: vale a pena conferir.
 
Clicando na imagem do jornal dá sim pra ler ;)
ou então clicando com o botão direito do mause e selecionando 'abrir link'

domingo, 4 de julho de 2010

Presentinho cheio de luz

   Me deparei hoje com o post da linda Deise do blog Luz! com uma história de um tal de selo bacana, fiquei honrada e me sentindo depois de vê meu nome na listinha dos seis seguidores fiéis. 
   Então, segue as perguntas que preciso responder, e,  deste modo, os 'sortudos' qee irei listar  deverão fazer o mesmo.


1) Explique o motivo de ter começado o blog e se esperava tornar-se popular.



   Eu já ouvia falar de blog a muito tempo, mas achava uma baboseira, pensava que esse troço de blog era pra escrever aquelas coisas 'Oi, hoje eu fiz isso, fiz aquilo, meu dia foi assim, aconteceu isso comigo', pensava comigo 'que coisa de patricinha que não tem o que fazer'. Até que minha mãe foi fazer faculdade a distância, só que ela não tem muita intimidade com o computador, então ela respondia os trabalhos manualmente e eu digitava e enviava. Quando ela estava terminando o curso, uma das atividades era fazer um blog que falasse sobre assuntos pedagógicos (ela é formada em pedagogia), daí ela ia dizendo o que queria, escrevia os textos e eu postava no blog, tudo bonitinho; acabou que quando ficou como cumprido o trabalho ela não continuou com o blog, só teve uma três postagens, e eu comecei a tomar gosto. Então criei um blog no uol blog. Esse ano excluí-lo e mudei pro blogspot, por diversos motivos, dentre eles a estética, que aqui é bem melhor, e o fato de conhecer mais gente que tenha blogspot. 
   Ah, eu não esperava me tornar popular, nem espero, justamente porque nem sou popular. Me assusto até com meus 15 seguidores, e principalmente quando muita gente que nem imaginava saber da existência do Insano Mundo Estranho diz: ah, vi seu blog, achei legal. Ou então alguém me diz: Fulaninho disse que viu seu blog, tá famosa hein. HAHAHA, morro de rir.



2) Diga a data exata do início do seu blog.



   Olha, o do uol blog  acho que foi mais ou menos abril de 2008 e fiz um post de apresentação, era super tosco, o fundo preto com as letras roxas, um tema gótico, eu postava um monte de texto de humor que via pela net. Esse do blogspot, tenho desde abril de 2010 (só não sei o dia).



3) Indique 5 seguidores do seu blog para receber o selo 



   Como acho mais bonitinho, indico 5 blogs que acompanho e acho bacana :)



Magnólia, do 2 Altos!
Laíra, do O Mundo de Laíra
Thiago, do Retratos de Catu



   Então, colegas indicados, façam o mesmo, acho uma maneira bacana de parabenizar nosso colega blogueiro pelo árduo trabalho que exercemos todos os dias :D

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre imagens

   Quando lemos um texto, quando ouvimos uma história ou inventamos alguma coisa, quase sempre criamos em nossa mente uma imagem, tornarmos aquelas palavras ouvidas ou lidas em ação visual, estas, percebidas pelo olho (jura?), órgão capaz de detectar luz e transforma essa percepção em impulso elétrico - segundo o wikipédia.
   Ao lermos um livro, perceba, mergulhamos nele não pela cor ou tamanho de sua letra, nem pela textura dele, e sim pela sua história, e muito mais do que a história por si só, mergulhamos no livro pela idéia imagética que se forma em nossa cabeça: o livro vira filme. E quando tais livros são produzidos em cinema, não raro, nos esbarramos com aquelas cenas incompatíveis com as que se formaram em nós, 'Ora, esse personagem pra mim era de tal forma, seus cabelos era de tal jeito, esse espaço era mais escuro, as cores não eram essas...'
   Talvez seja por isso o cinema, não por quebrar expectativas ou simplesmente por contar histórias, e sim pela representação visual de idéias.
   Verdade também é que o som é muito importante, creio que o som mexa mais com o sentimento do que a imagem  (a música que gostamos, a voz de uma pessoa querida), sem ele o cinema não teria a complexidade, os enredos e os personagens não poderiam ser tão densos. E é por essas e outras que o audiovisual seja o meio de comunicação mais eficiente e sedutor, mais fidedigno a realidade, e por isso comumente não visto como arte.
   O cinema, o vídeo, é uma resposta da inquietação de nossa mente em querer ver (melhor então em movimento) aquilo que antes não era imagem.