terça-feira, 25 de junho de 2013

Existe amor por aqui

Eu sei é que aqui existe amor
E cabe tudo que é pra ser sorriso
Prosa sem fim, dancinha mansa
Que é pra ontem esse sonhar
A pressa é bicho camarada
Só quer bem logo ser feliz
O poeta já falava
Que a vida é boa, amigo
E é só liberdade que faz alma voar
Meu transbordar é por você, meu bem
Cotidiano é a felicidade
Que não tem hora pra ser nem pra acabar

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bicho criativo

ARTISTA
           CRIA
         PENSA
           FALA
       INDAGA
TRANSFORMA
         FORMA
      INFORMA
       REFLETE
        AFLORA
      IMPLORA
           GERA
       AGREGA
      DESTRÓI
    CONSTRÓI
  QUESTIONA
PSICODELIZA
   VERBALIZA
       REALIZA
             VOA
     VAI ALÉM
          MUDA
                O MUNDO
      INVENTA
    FERMENTA
     FOMENTA
                ARTE
                CULTURA
                VIDA
                EDUCAÇÃO
                FLOR
                AMOR
                CONSCIÊNCIA
                CIÊNCIA
                SAPIÊNCIA
                PENSAMENTO
                REFLEXÃO
                VISÃO
                FRUIÇÃO
                CONCEPÇÃO
                PAIXÃO
ARTISTA 
      É BICHO
    CRIATIVO
 QUE CATIVA
   QUE ATIVA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Acalanto

Gente que me faz bem
Que me leva além
Quem?
Gente que me dá sorriso
Me dá abrigo no peito
Vem
Que desse jeito, mesmo que não seja pra sempre,
É infinito
E palpito nesse nosso transbordar

quarta-feira, 27 de março de 2013

Desespero dos 20

Todo mundo fala da crise dos 40, da paranoia de chegar nos 30, mas, olha, vocês deveriam ter me avisado que chegar nos 20 também bate desespero.
Até o meu último aniversário, fazer nova idade era motivo de alegria (sobretudo antes dos 18, quando você quer logo chegar a maioridade). A ideia de ser uma pessoa 'mais velha' e de estar na casa dos 20 era uma coisa sublime: liberdade, autonomia, diversão, etc, etc, etc.
Só que aí eu cheguei nos 20... E rolou uma bad: "mas cara, tô velha!". E mesmo que, ok, ter 20 não é ser realmente velha, você começa a lembrar do seu 'eu da infância', que sonhava em ter 20. É como o fim de um ciclo, aquele ciclo em que você se projetava no futuro. Tipo quando você sonha por tanto tempo com alguma coisa e esse sonho se realiza: ao mesmo tempo em que rola felicidade pro ter realizado, fica confusa com o que pode vir a seguir.
O desespero aperta quando você conhece alguém mais novo. "Mas olha", dizem os outros, "fulaninhx só tem essa idade, tão novx!". Parece estranho não ser mais esse fulaninhx. Ou ainda perceber que já passou a adolescência e ainda não fiz umonti de coisa besta na vida, não tenho certeza da minha profissão, não tenho como me sustentar... 
Suas concepções sobre amigos e família mudam, começa a ter menos saco pra festas e perder noite, coloca a mão na cabeça tentando organizar os horários... Assusta pensar que agora as decisões serão mais difíceis:  construir família, levar mais a sério a sua saúde, seguir uma carreira... Desespera! 
Alguns dizem que é a melhor época da nossa vida... Que assim seja! 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Bastardo

O sonho um dia morre,
A vontade se esgota,
O tempo a desfaz
A vida bate a porta
E apaga com os planos,
Mas escrevo e canto
Como o grito de sufoco
Da angústia em meu peito.
A inspiração não morre

Quem sonhou em ser poeta
Já é só pelo sonhar,
Mas o quase não me deixa esquecer
De tudo que tinha de ser
E não foi

Quando me vejo só,
Alimentando as vontades loucas,
As palavras me consolam
E só elas conseguem entender
A dor de saber
Que foi em vão,
Que corro sem direção
E resta só o dissabor

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A dignidade de ser

Quem gritem por aí que só tem ateu agora porque é modinha, continuo levantando a bandeira do laicismo, e por sinal, não precisa não crer em deus para defender uma nação que efetivamente assegure a livre manifestação religiosa, sem privilégios, preconceitos e violência, e que a fé seja um direito individual, não fazendo com que os dogmas das religiões predominantes sejam impostas a todos.
Não consigo engolir religiosos extremistas (como esses tipos Malas que vão na tevê falar abobrinha e gosta de se meter na vida e nos direitos alheios). Mas também acho chato os ateus que se julgam superiores, mas que na verdade são a cara do preconceito. 
Respeito e tolerância são essas duas palavras que alimentam a nossa vontade de ainda presenciar uma sociedade que pratique o pacifismo, e ser ateu ou crente (de todas as formas de crenças) não seja motivo para julgamentos. 
Esse papo todo é pra dizer que fiquei super feliz com o artigo de José Medrado hoje no jornal A Tarde. Precisamos de mais gente proliferando essa ideia no mundo. 
Segue o texto:

"Há umas três semanas, fui assistir à missa na paróquia da Vitória, celebrada pelo meu amigo Pe. Luís, e depois fomos almoçar, onde trocamos ideias sobre assuntos comuns aos humanos. Naquela oportunidade, pude receber algumas caixas de leite para a Cidade da Luz, produto de uma campanha que o clérigo realizou entre os seus fiéis. Nestes dias em que está em pauta sensata o direito dos atues - por que não? -, vejo que faltam ações concretas que evidenciam encontros, integração mais sistemática entre os crentes em si e ateus, na busca de um diálogo comum, de uma metafísica includente que, como bem disse o teólogo Ian Barbour, é o encontro de conceitos gerais em cujos termos sejam possíveis interpretar diversos aspectos da realidade.
Os conflitos que permeiam as relações das pessoas sobre o tema do crer ou não nascem, em geral, pela arrogância a que alguns profitentes religiosos são levados pelos seus líderes, sentindo-se superiores em suas religiões, em detrimento de tudo e todos. O ser humanos tem um caráter intrínseco de sociabilidade natural, mas, infelizmente, as religiões, em particular algumas neopentecostais, têm buscado o poder político e econômicos como forma de supremacia em um país laico, onde, lamentavelmente, vemos o governo se dobrando a alguns segmentos religiosos, relegando inclusive, certas ações sociais ao esquecimento, por conta de pressões religiosas. Refiro-me, por exemplo, ao processo educativo conhecido como o kit gay, que, na verdade, nada mais era do que a educação dirigida pelo respeito às diferenças. O governo cede às religiões, a fé se sobrepõe à educação, ao bom senso.
Tenho, permita-me, caro leitor, a alegria de ter amigos em vários segmentos religiosos e de ateus, sem qualquer demagogia, que muito me enriquecem em seus labores pela causa do bem, em uma cosmologia mais ampla, a do ser homem de bem, pois em nossos encontros esquecemos as diferenças e nos concentramos nos pontos comuns, na riqueza da harmonia de uma grande orquestra, onde o importante não é a religião, mas a dignidade de ser, crentes e ateus".