terça-feira, 31 de março de 2015

Festival Alternative-se III


Em sua terceira edição, o Festival Alternative-se promete agitar a cena rocker de Camaçari, levando ao palco do John Sebastian Bar o show de seis bandas do underground baiano, no próximo sábado, 4 de abril, a partir das 19h.
Representando a cidade do Polo, tocam a Elefante Grego, Ultrasônica, que retorna a cena após hiato, e a estreante Drops Sedativos. Além disso, se apresentam as bandas Novelta, de Feira de Santana, Bilic Roll, de Lauro de Freitas, e Sanitário Sexy, diretamente das cidades de Juazeiro e Petrolina.
O Alternative-se ainda conta com a discotecagem afiada do Pivoman e o Brechó Cabi-De Novo. Não fique de fora e compareça a noite mais alternativa da cidade.
Os ingressos custam R$ 10 e estarão a venda no balcão da Invert Skate Shop, localizada na avenida Francisco Drumond, Centro, em frente ao Hotel Lima. As entradas também serão vendidas no dia e horário do show, na bilheteria do John Sebastian Bar, na avenida Eixo Urbano Central.


Serviço

- Quando: 4 de abril, às 19h
- Onde: John Sebastian Bar (avenida Eixo Urbano Central, Centro - 'Cozidinho' - Camaçari)
- Quanto: R$ 10

- Bandas: Drops Sedativos, Elefante Grego, Ultrasônica, Novelta, Bilic Roll, Sanitário Sexy + discotecagem de Pivoman
+ Brechó Cabi-De Novo

sábado, 7 de março de 2015

lost

Era como seu tudo estivesse de cabeça pra baixo/ e aquilo que acreditava não importava mais. //Não se encontrava em lugar nenhum/ se via só no meio do mundo// Era essa apatia que te desconsertava/ te inquietava e arrancava o choro/ que ela nem sabia o porquê// Não sabia o que fazer/ pois perdeu os laços que te amarravam a si// E já desfeita, com a alma perdida/ ela estava esgotada/ facilmente se formavam as feridas// Era a dor da alma que não se apagou

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Por do sol

Os olhos brilhantes
Já se perderam
Ou é só desespero meu?
Tão fugitivo de mim
Escorre por entre os dedos
Mas quando há graça
Se agarra sem medo.
E até agora espero uma resposta
Aflição, da paz que se esgota
E essa pieguice
Que tanto fujo
Mas me abraça
Mesmo que eu tente me afastar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ciranda

Éramos reis
Você e eu
Em nosso castelo
Foi conto de fadas.
Me coroou
Como a mais feliz
Desse laço que fiz
Dos seus braços.
E o sorriso mais lindo que vi,
Teu olhar foi só meu.
Fui seu par,
Fui seu lar.

Nessa ciranda
Dançou, bebeu
Fumou, 
Tremeu
Morreu de amor

sábado, 13 de dezembro de 2014

Porque a frase "O feminismo luta por igualdade" deve ser problematizada

Hoje compartilharei o texto de uma mina poderosa chamada Larissa De Luna, no qual é colocada em cheque a ideia de que o feminismo luta por igualdade. E vamos lá, sem mais delongas porque o texto dela já derruba vários forninho.
(Ahhh, e a ilustração - que eu achei maravilhosa - é de Vitor Teixeira)


"Muita gente quando entra pra valer no movimento se depara logo de cara com a perspectiva liberal. O feminismo parece mulheres nas ruas de mãos dadas a homens cantando We Are The World. As imagens compartilhadas no facebook são ilustrações que diziam que feminismo é a mulher ser igual ao homem. Esse feminismo fez, faz e sempre fara mulheres se sentirem no mundo da Disney. Lindo, ponderado, porém mentiroso.
Mas esse liberalismo dura até o dia em que você decide lutar de forma direta (já que mulheres lutam desde sempre contra sua própria socialização), e quando a gente luta, é contra algo. E ai dentro dessa batalha toda você da de frente com a sua oposição, que não só é o patriarcado, mas uma classe inteira. Classe essa, masculina.
Nesse momento sua perspectiva de igualdade se altera. Frases que você ouve as modificam:
"Quer igualdade? lute pelo alistamento militar obrigatório!"
"Quer igualdade? lute contra a lei maria da penha!"
"Quer igualdade? Então não reclama quando apanhar. Homem apanha, então porque mulher também não pode?"
"Quer igualdade? comece chamando homem na rua de gostoso"
"Quer igualdade? Então comece vindo me estuprar"
E é exatamente isso o significado de igualdade pra uma classe agressora. Não é acabar com a violência, é todo mundo pratica-la. Não é acabar com uma batalha inteira de classe, é dar o direito de todo mundo se espancar. Não é acabar com a agressão, é todo mundo agredir. Não é os homens chegarem ao percentual de menos de 10% de toda criminalidade do mundo pertencente as mulheres, é dar o direito das mulheres de chegarem aos mais de 90% atualmente pertencido aos homens.
Eu não luto por igualdade porque eu não quero ser isso. Porque eu não quero esse papel pra mim.
A ideia de igualdade não significa mais DIREITOS iguais, e se você acreditar que sim, usarão contra você. Irão se auto-permitir o direito da violência, mais do que ela ocorre hoje em dia. Eu não quero alistamento obrigatório pra ninguém. Eu não quero que a maria da penha exista, assim como eu também não queria que ela se fizesse necessária. Eu não quero que homens apanhem de mulheres, assim como eu nunca quis que mulheres apanhassem de homens. Mas isso nunca foi uma escolha. Eu não quero que a violência seja modificada, eu quero que ela seja abolida. Mas talvez a socialização dada aos homens não permita a eles essa perspectiva.
Porque gênero é isso, é socialização, é pra um submissão e pra outro demonstração de poder. É acima de tudo, hierarquia. Nunca poderia existir igualdade, porque o gênero já é criado exatamente para ser desigual. E se essa igualdade fosse possível não seria desejável, primeiramente porque mulheres ativistas não estão em busca de estar acima da piramide, mas de uma suposta horizontalidade, então não seria igualdade porque não teria nenhuma outra classe para se basear. E segundo porque a classe masculina não está disposta a abrir mão do poder que exerce.
Minha luta é por emancipação, liberdade, empoderamento feminino e pelo fim de todo e qualquer tipo de violência. Não tem mais espaço pra igualdade nela. Se alguém tivesse que se espelhar em um gênero para querer ser igual a ele, teria que ser os homens, não nós.
Então não digam que o feminismo significa "mulher = homem", Isso não é feminismo, isso é assimilação.
E eu não sou e nem quero ser igual a eles."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Procura-se


Venho aqui desabafar o quanto hoje em dia é difícil encontrar um omi de respeito.
Procura-se um omi que se valoriza, que se dê o valor, que não seja um vadio, um puto, e que não saia com qualquer uma.
Mas esses omis de hoje... vão pra cama na primeira noite e umonte de muié já pegou. Omi assim só serve pra diversão mesmo. Depois querem casar, onde já se viu?
Até em cima da gente eles dão agora, nem espera mais a gente chegar. Onde é que fica a conquista? Acabou o encanto...
Procura-se um omi que não seja promíscuo, que não ande por aí sem camisa e nem goste muito de ozadia (porque isso é coisa de omi safado sem vergonha). Se souber cozinhar, lavar e passar melhor ainda.